Osteonecrose significa a morte de um segmento de osso por falta de circulação sanguínea. Ela é mais conhecida no quadril, mas o ombro, mais precisamente a cabeça do úmero, é o segundo local mais acometido. Sem sangue, o osso enfraquece e pode afundar, levando à deformidade da articulação e à artrose.
Causas
- Uso de corticoides: é a principal causa não traumática, geralmente após doses altas ou uso prolongado. Os sintomas podem aparecer meses depois do uso, e não é possível prever quem vai desenvolver o problema.
- Doenças do sangue: como a anemia falciforme e outras hemoglobinopatias.
- Fraturas e luxações do ombro: que podem lesar os vasos que nutrem a cabeça do úmero.
- Outras condições: consumo excessivo de álcool, doenças autoimunes como o lúpus, doença de descompressão em mergulhadores, radioterapia e alguns tratamentos de quimioterapia.
Em alguns casos, nenhuma causa é encontrada, e a osteonecrose é chamada de idiopática.
Sintomas
No início, pode não haver sintomas. Com o tempo, aparece dor no ombro, inclusive em repouso e à noite, seguida de perda de movimento e estalos quando a superfície do osso começa a afundar. Como o ombro não sustenta o peso do corpo, a doença pode ser mais bem tolerada do que no quadril.
Diagnóstico
A ressonância magnética é o exame mais sensível e detecta a doença ainda nas fases iniciais, quando a radiografia ainda é normal. As radiografias ajudam a classificar o estágio, avaliando se já houve colapso da superfície do osso e desgaste da articulação.
Tratamento
Nas fases iniciais, o tratamento inclui controle da dor, fisioterapia, ajuste das atividades e, sempre que possível, o controle da causa, como a revisão do uso de corticoides junto com o médico que os prescreveu. Procedimentos para descomprimir o osso podem ser considerados antes do colapso. Quando a superfície já afundou e há desgaste da articulação, a prótese de ombro oferece bom alívio da dor.
Quem usa ou usou corticoides em doses altas ou tem doença falciforme e começa a sentir dor no ombro deve procurar avaliação.
Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Dr. Fillipe Agra, Médico Ortopedista e Cirurgião do Ombro e Cotovelo, CRM/SP 201.962, RQE 144.556.
Referências
- Doenças do Ombro.


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