Ruptura do peitoral maior: a lesão do supino que precisa de diagnóstico rápido

Ruptura do peitoral maior: a lesão do supino que precisa de diagnóstico rápido

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O peitoral maior é o grande músculo do peito, responsável por aproximar o braço do corpo e empurrar cargas à frente. Seu tendão se prende na parte de cima do úmero, logo abaixo do ombro. Quando esse tendão rompe, o problema deixa de ser só estético: a força para empurrar e abraçar diminui de forma importante.

Quem costuma ter essa lesão

É uma lesão típica de homens jovens e ativos, entre 20 e 40 anos. O cenário mais comum é o supino com carga alta, especialmente na fase de descida da barra, quando o músculo está alongado e contraído ao mesmo tempo. Também acontece em lutas, rúgbi, esqui aquático e em tentativas de amortecer uma queda. O uso de esteroides anabolizantes aumenta o risco, porque o músculo fica mais forte que o tendão consegue suportar.

Sinais de alerta

  • estalo ou sensação de “rasgo” durante o esforço;
  • dor súbita no peito e na axila;
  • hematoma no peito, na axila e no braço nos dias seguintes;
  • perda da prega da axila e mudança no contorno do peito, mais visíveis ao contrair o músculo;
  • perda de força para empurrar ou levar o braço para dentro.

Diagnóstico

O exame físico, comparando os dois lados com o músculo contraído, já levanta a suspeita. A ressonância magnética confirma a lesão, mostra se ela é parcial ou completa, em que ponto aconteceu e quanto o tendão se retraiu.

Tratamento

Lesões parciais e as que acontecem dentro do músculo costumam ser tratadas sem cirurgia, com repouso relativo e reabilitação. Já as rupturas completas do tendão em pessoas ativas geralmente têm melhor resultado com reparo cirúrgico, que reinsere o tendão no úmero. O reparo feito nas primeiras semanas tende a ser mais simples e ter resultados melhores do que nos casos crônicos, quando o tendão já está retraído e pode ser necessário usar um enxerto.

Se você sentiu um estalo no peito durante o treino e percebeu hematoma ou mudança no contorno do músculo, não espere: procure avaliação o quanto antes.

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Dr. Fillipe Agra, Médico Ortopedista e Cirurgião do Ombro e Cotovelo, CRM/SP 201.962, RQE 144.556.

Referências

  1. Matsen FA III, Cordasco FA, Sperling JW, eds. Rockwood and Matsen’s The Shoulder. 6th ed. Philadelphia: Elsevier; 2022. Cap. 10: Cordasco FA, Rauck RC, Dines JS. Tendon tears in athletes: pectoralis major, and latissimus dorsi and teres major.

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